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  • Esfera Invertida, de Bruno Barbosa

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    Título    Esfera Invertida
    Autor  (texto e imagética)  Bruno Barbosa
    (A obra inclui 10 ilustrações criadas pelo autor)
    Colecção    Ouro Potável | 5
    Formato   13,5 x 21 cm
    Páginas   76 págs
    Arranjo gráfico   Bruno Barbosa
    Acabamento   Capa mole
    Ano   2020

    Não é todos os dias, nem sequer todos os anos, que surge um liber de verbo ‘mágico-operativo’ como este.
    Não se pode dizer que este seja um livro de poesia, mas também não se pode dizer que o não seja.
    Talvez não se possa dizer tratar-se do diário de uma imensa viagem. Mas também não se pode dizer que esta obra não nos faça viajar nela, a bordo de nós mesmos.
    Muito provavelmente este não é uma espécie de Livro das Sombras. Mas ninguém poderá dizer que, em boa medida, o não seja.
    Esta é uma obra dificilmente classificável. Como todos os grandes livros.
    Bruno Barbosa fez a Viagem, e registou a travessia e os marcos do percurso. E, com este livro incomum, exorta ao leitor a que faça outro tanto.
    Não há dois caminhos iguais, mas há seguramente livros únicos.
    Com justa razão escreve o autor sobre si mesmo: “Não há de mim mais do que o necessário nas palavras deste livro”.

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  • Sete Cânticos de Thoth, Étienne Perrot|Yvette Centeno

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    12,50

    Título  Sete Cânticos de Thoth
    Autor   Étienne Perrot
    Imagens da capa, contra-capa e badanas   Lâminas IX, X e L de Atalanta Fugiens, de Michael Maier
    Tradução   Yvette K. Centeno
    Apresentação, comentários e notas   Yvette K. Centeno
    Org.  e pesquisa iconográfica   Luiz Pires dos Reys
    Colecção    Ouro Potável  |  4
    Formato    13,5 x 21 cm
    Páginas    56 págs
    Acabamento   Capa mole
    Ano    2020

    Preço 12,50€

     

    Sobre Yvette K. Centeno

    Poeta, ficcionista, autora dramática, tradutora (traduziu Bertolt Brecht), doutorada em Filologia Germânica e docente jubilada da Universidade Nova de Lisboa, onde dirigiu o gabinete de Estudos de Simbologia. Colaboradora em várias publicações periódicas, tem-se destacado no domínio do ensaio com uma série de investigações sobre as relações entre a literatura e o hermetismo, interesse que condiciona uma produção literária atenta ao poder alquímico do símbolo (“A matéria das obras, alquímica ou literária, é a matéria da vida. Tudo é um (…) a partir da obra literária se pode chegar à descoberta do superior e do inferior nela, do impulso que a anima e da estrutura que a ordena num todo coerente. A obra é reflexo do homem, e o homem, centro do universo, é reflexo de Deus.”, in Literatura e Alquimia, Lisboa, 1987, p. 8). Na ficção, sob o influxo de Pessoa, assume o romance “como género meditativo sem chegar ao romance-ensaio, elegíaco sem cair no domínio da prosa poética, de narração fragmentada e governada pela temporalidade interior sem por isso se integrar nos domínios do experimentalismo ou dos fluxos caóticos da consciência”. (SEIXO, Maria Alzira – Portugal, A Terra e o Homem, 2.a série, Lisboa, 1983, p. 411). Na dramaturgia, estreou-se em 1974 com um volume de teatro de tendência experimental, Teatro Aberto, onde reuniu doze exercícios dramáticos.

    Inédita em português, esta obra é constituída por um conjunto de poemas alquímicos colocados sob a égide de Thoth, deus egípcio tido como pai da Arte Hermética. Os poemas surgem com reprodução fac-simile do original francês, acompanhados da tradução, comentários e notas de Yvette K. Centeno. Em adenda, reproduz-se o poema Post-scriptum, de 1972.
    De pendor tradicional pelo estilo, das estrofes destes Sete Cânticos de Thoth emana um profundo significado simbólico e hermético, fruto como nota Yvette Centeno, na introdução  da “condensação de um saber que já só a palavra poética pode exprimir completamente”.

    O livro inclui, como chave de apoio à sua decifração, 21 lâminas extraídas das seguintes obras alquímicas:

             *  Atalanta Fugitiva (Atalanta Fugiens, 1617), de Michael Maier.
             *  Tratado da Pedra Filosofal (De lapide philosophico, 1677), de Lambsprinck.
             *  Rosário dos Filósofos (Rosarium philosophorum, 1550), texto anónimo.

     

    Sobre o autor

    Étienne Perrot (1922-1996) nasceu em Audierne e fez os seus estudos de Letras na Universidade da Sorbonne em Paris. Manifestou desde cedo grande interesse por questões espirituais e herméticas. Como diz num apontamento autobiográfico: Depois de ter lido os místicos e os esoteristas, o que foi que me levou à alquimia, em 1956? A exigência de uma via própria de realização, mas acima de tudo de uma via que desenvolvesse as possibilidades fundamentais do ser humano, permitindo que as levasse a bom termo. Perrot acreditava que “os sinais têm um cunho universal, são mais do que pertença de cada um, e não devem por isso ser retirados ao mundo”.
    A ele se deve a tradução para francês de toda a segunda fase da obra de Jung, em cuja linha Étienne Perrot exerceu a sua actividade de psicólogo.
    Yvette K. Centeno, então em Paris, em trabalho de investigação, recebeu do autor o original do conjunto de poemas agora dado a público quando, já de regresso a Portugal, deixou de frequentar os célebres seminários de Perrot, que lhe tinham sido sugeridos por Henri Michaux.

    Da sua obra, destacam-se os seguintes títulos:

    • La Voie de la Transformation d’après C.G. Jung et l’alchimie, 1970.
    • Les Rêves et la Vie, 1979.
    • Coran Teint, le Livre Rouge, 1979.
    • Les Trois Pommes d’Or (Commentaire sur l’Atalante fugitive de Michel Maïer), 1981.
    • L’Aurore Occidentale- Libres méditations sur le Lever de l’Aurore, 1982.
    • La Consolation d’Isaïe, 1982.
    • Des Étoiles et des Pierres. Méditation sur la voie alchimique, 1983.
    • Le Jardin de la Reine, 1985.
    • De Dieu aux dieux – un chemin de l’accomplissement, 1989.
    • Chronique de la vie liberée, 1990.
    • Mystique de la Terre, 2002.

    Para lá de uma imensa lista de obras de Carl Gustav Jung e de Marie-Louise von Franz,  traduziu o Tao Te King, o I King, Le Secret de la Fleur d’or, Atalante Fugitive, Le Rosaire des philosophes.

    É, ainda hoje, difícil ter a exacta percepção daquilo que devemos a Étienne Perrot na ponte que soube estabelecer entre o depósito da sabedoria tradicional e hermética, na civilização europeia, e os tesouros imemoriais afins, no Extremo Oriente e no Oriente Médio.

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    Sete Cânticos de Thoth (ed. especial) É. Perrot|Yvette Centeno

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    17,50

    Série Especial, limitada a 10 cópias numeradas de I/X a X/X, assinadas por Yvette K. Centeno, que recolheu, traduziu, apresentou e comentou os Sete Cânticos de Thoth (Sept Chants de Taut), de Étienne Perrot.

     

     

    Título  Sete Cânticos de Thoth (Série Especial)
    Autor   Étienne Perrot
    Imagens da capa, contra-capa e badanas   Lâminas IX, X e L de Atalanta Fugiens, de Michael Maier
    Tradução   Yvette K. Centeno
    Apresentação, comentários e notas   Yvette K. Centeno
    Org.  e pesquisa iconográfica   Luiz Pires dos Reys
    Colecção    Ouro Potável  |  4
    Formato    13,5 x 21 cm
    Páginas    56 págs
    Acabamento   Capa mole
    Ano    2020

    Preço   17,50€

     

    Inédita em português, esta obra é constituída por um conjunto de poemas alquímicos colocados sob a égide de Thoth, deus egípcio tradicionalmente tido como o pai da Arte Hermética. Os poemas surgem com reprodução fac-simile do original francês, acompanhados da tradução, comentários e notas de Yvette K. Centeno. Em adenda, reproduz-se o poema Post-scriptum, de 1972.
    De pendor tradicional pelo estilo, das estrofes destes Sete Cânticos de Thoth emana um profundo significado simbólico e hermético, fruto como nota Yvette Centeno, na introdução  da “condensação de um saber que já só a palavra poética pode exprimir completamente”.

    O livro inclui, como chave de apoio à sua decifração, 21 lâminas extraídas das seguintes obras alquímicas:

             *  Atalanta Fugitiva (Atalanta Fugiens, 1617), de Michael Maier.
             *  Tratado da Pedra Filosofal (De lapide philosophico, 1677), de Lambsprinck.
             *  Rosário dos Filósofos (Rosarium philosophorum, 1550), texto anónimo.

     

     

    Sobre o autor

    Étienne Perrot (1922-1996) nasceu em Audierne e fez os seus estudos de Letras na Universidade da Sorbonne em Paris. Manifestou desde cedo grande interesse por questões espirituais e herméticas. Como diz num apontamento autobiográfico: Depois de ter lido os místicos e os esoteristas, o que foi que me levou à alquimia, em 1956? A exigência de uma via própria de realização, mas acima de tudo de uma via que desenvolvesse as possibilidades fundamentais do ser humano, permitindo que as levasse a bom termo. Perrot acreditava que “os sinais têm um cunho universal, são mais do que pertença de cada um, e não devem por isso ser retirados ao mundo”.
    A ele se deve a tradução para francês de toda a segunda fase da obra de Jung, em cuja linha Étienne Perrot exerceu a sua actividade de psicólogo.
    Yvette K. Centeno, então em Paris, em trabalho de investigação, recebeu do autor o original do conjunto de poemas agora dado a público quando, já de regresso a Portugal, deixou de frequentar os célebres seminários de Perrot, que lhe tinham sido sugeridos por Henri Michaux.

    Da sua obra, destacam-se os seguintes títulos:

    • La Voie de la Transformation d’après C.G. Jung et l’alchimie, 1970.
    • Les Rêves et la Vie, 1979.
    • Coran Teint, le Livre Rouge, 1979.
    • Les Trois Pommes d’Or (Commentaire sur l’Atalante fugitive de Michel Maïer), 1981.
    • L’Aurore Occidentale- Libres méditations sur le Lever de l’Aurore, 1982.
    • La Consolation d’Isaïe, 1982.
    • Des Étoiles et des Pierres. Méditation sur la voie alchimique, 1983.
    • Le Jardin de la Reine, 1985.
    • De Dieu aux dieux – un chemin de l’accomplissement, 1989.
    • Chronique de la vie liberée, 1990.
    • Mystique de la Terre, 2002.

    Para lá de uma imensa lista de obras de Carl Gustav Jung e de Marie-Louise von Franz,  traduziu o Tao Te King, o I King, Le Secret de la Fleur d’or, Atalante Fugitive, Le Rosaire des philosophes.

    É, ainda hoje, difícil ter a exacta percepção daquilo que devemos a Étienne Perrot na ponte que soube estabelecer entre o depósito da sabedoria tradicional e hermética, na civilização europeia, e os tesouros imemoriais afins, no Extremo Oriente e no Oriente Médio.

     

    Entrevista à RDP-Antena 2 (programa Império dos Sentidos, de Paulo Alves Guerra) no dia 7 de Fevereiro de 2019, por ocasião do 80º aniversário de Yvette K. Centeno, data que esta edição de “Sete Cânticos de Thoth” pretende assinalar:
    https://www.rtp.pt/antena2/destaques/no-80-aniversario-de-yvette-centeno-7-fevereiro_4445

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  • Restauração, de Francisco Soares

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    Título    Restauração
    Autor    Francisco Soares
    Colecção    Ouro Potável  |  3
    Formato  13,5 x 21 cm
    Nº páginas    40
    Imagem da capa    “O Alquimista” (segundo Fulcanelli), Notre Dame de Paris
    Acabamento    Capa mole
    Ano    2020

    Preço    10,00€

     

    SOBRE A OBRA
    Francisco Soares — que, desde os anos oitenta, tem publicado poesia dispersamente, a maior parte das vezes assinando com outros nomes —, quase trinta anos depois de dar à estampa Disperso & Vário, livro assinado como Francisco Divor, regressa com esta obra à publicação de poesia em livro. Senhor de uma oficina de linguagem de extrema depuração, o poeta leva a palavra aos primórdios do seu impulso criador, conferindo ao dizer um forte cunho de sagração da vida, doador de um sentido maior à existência do homem e do mundo. O poeta mantém desde sempre uma discrição rara, mas exemplar, na sua presença pública.
    Se quiséssemos definir Francisco Soares em breves palavras, elas seriam: Poeta, em tudo poeta.

     

    SOBRE O AUTOR
    Professor universitário, investigador na área da teoria da literatura, com incidência especial na literatura africana e incursões de relevo na literatura brasileira, o poeta é um autêntico viandante das sete partidas.
    Professor associado, com agregação, da Universidade de Évora, leccionou em várias Universidades de Angola, de que foi professor titular, tendo sido Vice-Reitor da Universidade Independente de Angola, na qual fundou a Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação. É actualmente Professor Visitante na Universidade Federal do Rio Grande-FURG.
    É membro do CITCEM (FLUP), Centro de Investigação Transdisciplinar «Cultura, Espaço e Memória».
    Co-fundou e coordenou o Mestrado em Estudos Lusófonos da Universidade de Évora, tendo sido co-fundador do ACTAE – Centro de Investigação em Ciências Políticas e Sociais, hoje associado ao NICPRI.

    Tem colaboração dispersa em jornais, e artigos científicos em revistas da especialidade (Literatura, Literaturas Africanas, Teoria da Literatura), sobretudo em países lusófonos.
    Editou na INCM, entre outros autores, David Mestre, Mário António, Pedro Félix Machado, Geraldo Bessa Victor, Tomás Vieira da Cruz e Costa Alegre, tendo organizado, prefaciado e lá dado à estampa uma importante Antologia da Nova Poesia Angolana (1985-2000) e um volumoso trabalho que modestamente chamou Notícia da Literatura Angolana, de 2001, igualmente editado pela INCM.

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  • Alma de Rapariga-Diário de F. de Riverday, Adriana Crespo

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    16,00 20,00

    Título    Alma de Rapariga – Diário de F. de Riverday (1980-81)
    Autor   Adriana Crespo
    Colecção   Torre Gelada  | 15
    Formato  13,5 x 21 cm
    Páginas  164 págs.
    Imagem da capa  Adriana Crespo, desenho a grafite s/ papel, 2019
    Ilustrações   23 desenhos da autora impressos sobre papel vegetal
    Projecto e direcção de arte  Luiz Pires dos Reys
    Assistência de produção   Xénia Pereira
    Ano   2019
    Acabamento   Capa mole, com sobre-capa impressa a cores sobre papel vegetal.

    Preço  20,00€

    Um novo livro de Adriana Crespo. Ou melhor: um novo elo na “saga vital e amorosa”(palavras da autora) que, desde 1991, constitui o que a escritora, desde início, designa Divertimento de A., substantivo que deve ser entendido também musicalmente: como género, como fio condutor, como variedade, como unidade plural. Unidade multivária de autores e de personagens mútuos dos livros uns dos outros, na sempre surpreendente e fascinante Aventurosa vida e fabulosas obras de F. de Riverday, Maria do Mar, Françoise M., Orlando I, António Pizarro e Artur B.

    Como a própria autora o diz: Há escritores que escrevem poesia, outros prosa, outros teatro. Outros escrevem coisas que são difíceis de qualificar. Talvez de milénio em milénio se produza o acontecimento ou o dia triunfal que permita criar um novo género — a arma adequada a um novo instinto poético e a força própria de uma acção particular. A cada instinto uma força — a cada força uma linha de fuga.

    Escrita numa peculiar forma de diário, a obra não chega a abranger o período de um ano completo. Talvez, quem sabe, para dizer-nos que a vida raramente (ou nunca) chega a ser completa e plena, sendo quase sempre apenas forçada a tornar-se completada pela morte, seja ela escolhida ou acolhida.

    1. de Riverday começa por fugir de casa. Depois, acaba por, na demanda de si, fugir até de si mesma. As perguntas que, em certo passo do livro, faz a si própria, fá-las também a nós, leitores:

    Rio!…
    Espaço liso de velocidades livres.
    Fluxo incandescente – rio de ouro, rio de prata líquida, rio de estrelas brilhantes e de água infinita sem destino, que em espirais se lança num espaço por fazer.
    Não se sabe nunca por onde vai a água nos trajectos mínimos que escapam aos grandes.
    Quem eras tu quando nasceste, corpo de água em que a minha alma navega?
    Quem era eu quando nasci?
    Quem estava aí, nesse corpo tão pequeno quando irrompeu de outro corpo, e nesses opacos olhos abertos, gritos mudos de haver alma?…
    Quantas ínfimas gotas de água, e depois, quantos rios se juntaram a ti, para te formar?…
    E quem te habitará, quando morreres, quem estará aí para te ver finalmente chegar, ó grande mar?…
    Quem será aquele que terá olhos para olhar nos olhos a grande morte dos traçados singulares, o mar imenso com extensão de sinfonia?…
    Já não serás o rio, serás só o mar.

    Talvez seja esta a sublime mediatriz das asas deste livro de Adriana Crespo.

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    Eu sou este rosto enxuto, este canto interdito,Rodrigo Emílio

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    Título  Eu sou este rosto enxuto, sou este canto interdito  (Ed. comemorativa 75 anos do nascimento)
    Autor  Rodrigo Emílio
    Colecção  Egrégios  |  1

    Selecção de textos e organização  Luiz Pires dos Reys
    Poema-pórtico  José Valle de Figueiredo
    Prefácio  José Almeida

    Formato  13,5 x 21 cm
    Nº páginas   120 págs
    Ilustrações   fotografias, fac-similes, poemas-autógrafo, inéditos.
    Ano  2019

     

    Esta edição assinala os 75 anos do nascimento e os 15 da morte do poeta Rodrigo Emílio (1944-2004), tendo contado com o apoio institucional do Município de Tondela e da Junta de Freguesia de Parada de Gonta.
    O volume, que recolhe poesia e prosa do autor de “Mote Para Motim”, procura fazer jus a um poeta hoje injustamente esquecido. Com a presente recolha, dá-se a público um conjunto de textos (poemas, uma novela quase-poema e um “Manifesto de auto-poética”, para lá de um conjunto de textos ainda inéditos) que mostram aspectos menos conhecidos da obra de Rodrigo Emílio.
    O volume, encimado por um poema-pórtico de José Valle de Figueiredo, amigo do poeta e um dos seus primeiros editores, tem prefácio de José Almeida, que coordena a edição completa da Obra Poética de Rodrigo Emílio, em fase de preparação.

     

    ***  *  ***

     

    Sobre a poesia de Rodrigo Emílio

     

    Pinharanda Gomes, in D.N., 5/8/71:
    «Testemunha Rodrigo Emílio uma alta sabedoria da arte da criação poética, através da qual demonstra que a criação é sempre criação de alguma coisa, e que os compromissos vitais urgem ao poeta

     

    João Maia, in “Brotéria”, Dez 1971:
    «A Poesia de Rodrigo Emílio confia na nobreza de conteúdo e dito. […] Quem escolhe com sinceridade e verdade, prévios dotes expressivos, encontra na arte aquele lugar que não é mistificação, é coerência, é exemplo, é conforto de quem lê. […] Há neste poeta como uma frescura à Rimbaud, e uma coragem que se zebra de afecto, de humanismo, de comunicação e diálogo.»

     

    Natércia Freire, in DN, 9/09/71:
    « “Antes de tudo a música”, dizia Verlaine. Relacionando os fonemas, Rodrigo Emílio não põe na sua poesia nenhuma obscuridade. Pelo contrário. A música abre a matéria, desventra-se e, ao mesmo tempo, alimenta-a, como se fosse água e, logo após o voo, liberto pelo espírito da palavra, lhe dissesse: “bebe”! »

     

    Pinharanda Gomes, in “Diário do Minho”, 12 Fev 1972:
    «Quem destina o mote é o poeta. O motim é a poesia feita acção. Não só o poema designado por palavras, mas acção cifrada em sinais visíveis, vocábulo de arte poética para animar o mundo, para decidir do segredo, do mote para motim.»

     

    Goulart Nogueira, in “Época”, 17/06/71:

    «Tenho apontado duas coordenadas essenciais da grande poesia: profundidade e intensidade; duas geratrizes: penetração e complexidade; dois movimentos: pensamento e sentimento; dois pólos: expressão e comunicação. Tenho falado nas zonas de penetração de uma obra de arte, dependentes da própria obra e do fruidor. Tenho sublinhado que existe obra perfeita e menor, citando o exemplo dado por Chesterton, de duas circunferências infinitas mas uma com círculo maior do que a outra. A questão consiste nos mundos implicados, ao receber e ao transmitir, ao gerar e ao dar à luz.
    Rodrigo Emílio endereça-se; poesia de vastas respirações. A sua obra é um exercício vivido e vigilante para não falhar o destino; sem concessões aos ditadores da glória

     

     

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    Levedura – A Trilogia do Silêncio (2ªEd.) João Rasteiro

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    Título   Levedura – A Trilogia do Silêncio (2ª edição revista)
    Autor   João Rasteiro
    Colecção   Torre Gelada
    Edição   2ª edição (revista e acrescentada)
    Páginas   120 págs.
    Formato   14 x 19 cm
    Imagem da capa    Pere Salinas (‘De la serie “… per un vers teu” ‘)
    Fotografia do autor (créditos)   Carl Blomberg
    Acabamento  Capa mole
    Ano   2019

    Preço   14,00€

     

    Nesta 2ª edição foi acrescentado um texto crítico de Fernando de Castro Branco na Marginália, secção onde figuravam já textos de José Manuel de Vasconcelos, Rita Taborda Duarte, Maria Irene Ramalho e Fernando Guimarães.

     

    Sobre o livro:

    Maria Irene Ramalho:
    Todo o poeta lírico na cultura ocidental, sempre cativa do belo mito da originalidade, se re-imagina um desvio: do mundo, da vida, da norma, do saber, do sagrado, da língua, da tradição. E da própria poesia, como a melhor forma de a celebrar – à poesia. João Rasteiro não é excepção. […] A poesia de João Rasteiro demonstra, aliás, claramente aquilo que eu tenho vindo a dizer há muito tempo: a poesia escreve-se na po­esia. Poderíamos até dizer que cada vez mais a poesia “recicla” o poético.

    Rita Taborda Duarte:
    O que parece sobressair nestes poemas, como sua reiteração sucessiva, é a própria lingua­gem, a própria escrita — que resiste, por si mesma, fazendo-se tom, mais do que tema — como um espaço de memória contra a doença. […] João Rasteiro caminha por um trilho que tem sido sempre o seu; um percurso que se constrói so­bre a memória poética, por vezes recuperando-a pela citação, por outras rasurando-a num braço de ferro irónico com essa mesma herança cultural que nos molda e informa.

    Fernando Guimarães:
    Há aqui o que se poderia entender como um encontro ou sobreposição de contrários, como se, ar­rastadas rapidamente pelas imagens, ficassem “as mãos ungidas na corrente da goiva,/ a penumbra e a claridade/ a nudez, a vindoura coagulação”. Seja como for, institui-se neste[s] poema[s] uma espécie de anti-evan­gelho, onde se deflui, imageticamente, para uma dispersão verbal, para um encontro das “nascentes exorbitadas das perplexidades” que algo tem a ver com uma libertação surrealizante ou, até, abjec­cionista, como se assim encontrássemos o “esplêndido cântaro de purulência”.

    José Manuel de Vasconcelos:
    No ciclo de poemas que constitui este livro, fala-se para um tu que cada vez mais é opacidade, que não pode compreender que está ainda na vida e está já separado dela, sobre o qual vai descendo uma cortina de incompreensão que, pouco a pouco, transforma em mera face o que foi um rosto vivo: «A noite vem-te de dentro e és agora a perversa encenação divina», lê-se num dos versos mais amargos e perturbantes deste livro.

    Fernando de Castro Branco:
    Este não é um livro triste ou desesperado, antes um livro meditativo, melancólico, estóico, que assenta na efemeridade humana, que a palavra poética procura, sempre inconsequentemente, reverter. Age nesse lugar indiviso entre a racionalidade e a demência, o real e o onírico, o concreto e o abstracto. O eco dialogal, coloquial, mas refinadamente esteticista, de António Nobre parece repercutir em expressões perpassadas por afectividade e poesia, construindo uma sugestiva dicção híbrida.

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    Fabulário Amoral de Fauna e Flora, de Côta Seixas

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    Título   Fabulário Amoral de Fauna e Flora
    Autor   Côta Seixas
    Imagem capa   Cruzeiro Seixas
    Ilustrações   Tiago Seixas (17 desenhos de técnica mista)
    Formato   13,5 x 15 cm
    Páginas   80 págs
    Acabamento   Capa mole
    Ano   2019

    Preço 15,00€

     

    Esta obra vai dedicada pelo autor a Vítor Silva Tavares, que era para tê-la editado. Porém, o seu desaparecimento prematuro em 2015 já não o permitiu.
    Em homenagem, pois, ao memorável editor, o livro tem um formato aproximado (mas não igual) ao da carismática chancela & etc.
    Artur do Cruzeiro Seixas enviou ao autor um bilhete, com um texto que fala por si. Sobre a obra escreveram Maria do Rosário Pedreira e João Paulo Cotrim.
    A escritora Ana Folhadela fez a apresentação pública da obra.

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    A Vontade de Alão, de Risoleta C. Pinto Pedro

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    Título   A Vontade de Alão
    Autores   Risoleta C. Pinto Pedro e Branca Clarissa Cicerone de Alão
    Formato   13 x 20 cm
    Páginas   108 págs
    Fotografias (créditos)  Risoleta C. Pinto Pedro
    Acabamento   capa mole

    Preço   15,00€

     

    O LIVRO
    Trata-se de um livro sobre pessoas. Humanas e não humanas, mas nunca desumanas. Clarissa é chefe de uma pequena matilha que integra mais dois cães e um número flutuante de gatos. Na sua perspectiva, os seus amigos humanos são criaturas um pouco ingénuas, mas firmes no afecto com que se vão quotidianamente salvando. É ela a narradora desta história que começa na fundação de Portugal ou talvez quase oito mil anos antes, quem sabe se no começo do Universo, e galga séculos em busca do Amor a que não escapa ninguém — nem um triste ogre com ar de mau, que é, segundo Clarissa consegue apurar, apenas um ser profundamente desamparado, em cuja reabilitação ela se esmera.

     

    A AUTORA
    Com este livro cumpre-se a vigésima segunda publicação de Risoleta C. Pinto Pedro, a terceira editada com a chancela Edições Sem Nome (Cantarolares com Sabor Azul, 2017, e Ávida Vida, 2017) ficando fora destas contas parcerias, prefácios, posfácios, participação em antologias e colaborações em revistas.
    A sua produção acolhe ficção, teatro, poesia, ensaio, crítica, crónica e libreto. A escritora iniciou a actividade literária com A Criança Suspensa, obra galardoada com o Prémio Ferreira de Castro, tendo-se-lhe seguido a atribuição do Prémio Revelação da APE, pelo livro O Aniversário, obra igualmente de ficção.
    Acrescentaram-se-lhes um prémio e uma menção honrosa em poesia, pela Sociedade de Língua Portuguesa.

     

    ** * **

     

    Risoleta C. Pinto Pedro guia e conduz todos os âmbitos da sua criatividade e os actos da sua vida na assumpção, proclamação e defesa de uma tétrade de domínios que implicam deveres de acção espiritual e pragmática, e de responsabilidade ética correlatos.
    Para esta autora, são indissociáveis entre si o domínio do Divino e a relação com o Vivo absoluto; o reino da Natureza, e os múltiplos planos da realidade e do Universo; a alma humana e o imperativo de fazer divina a sua existência; a vida Animal e a coexistência harmoniosa do homem com todos os seres da Terra, vivida na crescente intimidade com os Arquétipos antiquíssimos.

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    Levedura – A Trilogia do Silêncio, João Rasteiro

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    Título   Levedura – A Trilogia do Silêncio (2ª edição revista)
    Autor   João Rasteiro
    Colecção   Torre Gelada
    Edição   2ª edição (revista e acrescentada)
    Páginas   120 págs.
    Formato   14 x 19 cm
    Imagem da capa    Pere Salinas (‘De la serie “… per un vers teu” ‘)
    Fotografia do autor (créditos)   Carl Blomberg
    Acabamento  Capa mole
    Ano   2019

    Preço   14,00€

     

    Nesta 2ª edição foi acrescentado um texto crítico de Fernando de Castro Branco na Marginália, secção onde figuravam já textos de José Manuel de Vasconcelos, Rita Taborda Duarte, Maria Irene Ramalho e Fernando Guimarães.

     

    Sobre o livro:

    Maria Irene Ramalho:
    Todo o poeta lírico na cultura ocidental, sempre cativa do belo mito da originalidade, se re-imagina um desvio: do mundo, da vida, da norma, do saber, do sagrado, da língua, da tradição. E da própria poesia, como a melhor forma de a celebrar – à poesia. João Rasteiro não é excepção. […] A poesia de João Rasteiro demonstra, aliás, claramente aquilo que eu tenho vindo a dizer há muito tempo: a poesia escreve-se na po­esia. Poderíamos até dizer que cada vez mais a poesia “recicla” o poético.

    Rita Taborda Duarte:
    O que parece sobressair nestes poemas, como sua reiteração sucessiva, é a própria lingua­gem, a própria escrita — que resiste, por si mesma, fazendo-se tom, mais do que tema — como um espaço de memória contra a doença. […] João Rasteiro caminha por um trilho que tem sido sempre o seu; um percurso que se constrói so­bre a memória poética, por vezes recuperando-a pela citação, por outras rasurando-a num braço de ferro irónico com essa mesma herança cultural que nos molda e informa.

    Fernando Guimarães:
    Há aqui o que se poderia entender como um encontro ou sobreposição de contrários, como se, ar­rastadas rapidamente pelas imagens, ficassem “as mãos ungidas na corrente da goiva,/ a penumbra e a claridade/ a nudez, a vindoura coagulação”. Seja como for, institui-se neste[s] poema[s] uma espécie de anti-evan­gelho, onde se deflui, imageticamente, para uma dispersão verbal, para um encontro das “nascentes exorbitadas das perplexidades” que algo tem a ver com uma libertação surrealizante ou, até, abjec­cionista, como se assim encontrássemos o “esplêndido cântaro de purulência”.

    José Manuel de Vasconcelos:
    No ciclo de poemas que constitui este livro, fala-se para um tu que cada vez mais é opacidade, que não pode compreender que está ainda na vida e está já separado dela, sobre o qual vai descendo uma cortina de incompreensão que, pouco a pouco, transforma em mera face o que foi um rosto vivo: «A noite vem-te de dentro e és agora a perversa encenação divina», lê-se num dos versos mais amargos e perturbantes deste livro.

    Fernando de Castro Branco:
    Este não é um livro triste ou desesperado, antes um livro meditativo, melancólico, estóico, que assenta na efemeridade humana, que a palavra poética procura, sempre inconsequentemente, reverter. Age nesse lugar indiviso entre a racionalidade e a demência, o real e o onírico, o concreto e o abstracto. O eco dialogal, coloquial, mas refinadamente esteticista, de António Nobre parece repercutir em expressões perpassadas por afectividade e poesia, construindo uma sugestiva dicção híbrida.

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    A Alfândega, de Vitor Vicente

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    Título   A Alfândega
    Autor   Vitor Vicente
    Páginas   72 págs.
    Formato   14 x 19 cm
    Imagem da capa   Fotografia aérea da fronteira EUA/México
    Acabamento   Capa mole
    Ano   2019

    Preço   8,00€

     

    Conforme se viva períodos de prosperidade ou de crise, os migrantes ora são bem-vindos ora indesejados em países ricos. Seja em razão de desemprego no seu país de origem, seja por motivos mais terríveis, como a guerra ou o genocídio, as situações que podem ter de enfrentar aqueles que tentam a sua sorte num país que não é o seu podem ser as mais inesperadas, ou até as mais inexplicáveis e intrigantes. Tendo como pano de fundo as belas ‘metáforas’ — quase se poderia chamar-lhes arquétipos económicos — de ’Países Míseros’, ‘Países Prósperos’ e ‘País do Ouro’, Vitor Vicente urde nesta obra uma singular alegoria moderna no ambiente fechado de uma alfândega. Ponto de fímbria e de transição entre duas realidades-país que mutuamente se filtram, conforme se sai ou se entra nelas, uma alfândega é sempre um local de alguma tensão e desconforto. Com uma fluidez exemplar, o narrador passa-nos praticamente despercebido, ao longo de todo o livro. Em A Alfândega, a acção, constringida no espaço e condensada no tempo — ela decorre em pouco mais de um par de dias —, dá à leitura desta obra uma estranha tensão entre o desconforto e irrespirabilidade levada pelo autor ao extremo na intriga quase alucinante dos quadros e, do mesmo passo, a impossibilidade de suspender a leitura, que rapidamente nos agarra ao livro, quase de um só fôlego.
    Só lendo.

     

    *** * ***

     

    O AUTOR

    VITOR VICENTE (1983).
    Desde 2006 tem vivido entre Espanha, Irlanda, Polónia e Hungria, residindo actualmente em Budapeste.
    Foi o editor da chancela Canto Escuro, em cujo catálogo publicou autores como José Emílio-Nelson, Mário de Oliveira, m. parissy, Nuno Rebocho, Fernando Esteves Pinto, Antonio Martínez i Ferrer, Catarina Vadnov e Pedro Brodnik.
    Autor de quase uma dezena de obras, nos últimos anos publicou ‘Sonetos nem sempre Silesianos’ (2016), ‘O Apeadeiro’ (2017) e ‘Avião de Papel’ (2018).

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  • Âmago, de Jorge Velhote

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    Título   Âmago
    Autor    Jorge Velhote
    Colecção   Ofício & Peregrinação | 1
    Imagens capa e contra-capa   António Gonçalves
    Fotografias   Jorge Velhote
    Formato    15 x 23 cm
    Nº páginas    60 págs
    Acabamento   capa mole
    Ano  2019

    Preço   15,00€

    Crê que ao olhar se devolve o trânsito da imaginação, restos e fragmentos da natureza, a proximidade dos espelhos, onde se despenha a solidão e se crava o fulgurante punhal da memória. Cada poema, cada fotografia, actualiza e deslumbra os vestígios urdidos no cenário, faz comparecer o mundo e amplifica os sinais mais nocturnos. Nesse tumulto perpassa a clausura da claridade ou das sombras, o ímpeto da água e do lume, a transformação dos segredos e dos enigmas. O que para além das palavras brilha e declina e emerge pela essência da luz. E por aí em outras línguas, variando lugares incertos ou vestígios como escadas para o abismo do negrume e liturgias que adensam nas dunas a oficina dos eclipses.

    [JORGE VELHOTE, na badana no livro]

    OBRA PUBLICADA

    Atrito de Gotas (em colaboração), 1982
    Os Sinais Próximos da Certeza, 1983
    Hermeneutical Studies, 1985
    Os Mapas Sem Fronteiras Sufocam Os Lugares, 2004
    Máquina de Relâmpagos, 2005
    Pele, 2010
    Narrativa da Foz Do Douro, 2013
    Luz Plural (em colaboração), 2015
    Coisas Mínimas & Outras Coisas (fotografia), 2017
    O Invisível Interminável, 2018

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    Há Ténues Sinais de Cristal nos Espelhos, Leonora Rosado

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    Título   Há ténues sinais de cristal nos espelhos
    Autor   Leonora Rosado
    Imagem da capa  “La Grande Guerre” (1961), de René Magritte
    Formato   13 x 18,5 cm
    Páginas   84 págs
    Extratextos   Um desenho de Leonora Rosado e duas fotografias (colecção da autora).
    Acabamento   Capa mole
    Ano   2019

    Preço   14,00€

    Esta é a décima primeira obra de Leonora Rosado — que se estreou em 2012 com a obra Dias Horizontais, Noites Assim. Voz singular,  tem vindo a afirmar-se discretamente, longe dos holofotes da crítica e dos festivais literários de auto-promoção e de certa pequena vaidade. Dotada de uma opulentíssima e fremitante oficina de linguagem, Leonora Rosado confere a estes seus textos uma tão intensa pulsão lírica que momentos há em que a apreensão de sentido do texto é, dir-se-ia, anterior à própria leitura das palavras que o constituem. Tal como no canto das aves ou no belcanto das divas, a superabundância de beleza em que as palavras neste livro se derramam, perante o quase indefeso leitor, na intensa cintilação vibrátil da sua matéria poética, fazem da autora uma voz já impossível de desatender.
    À pergunta de todas as perguntas, pergunta de todas as épocas — “de que serve um poema?” — responde-se neste livro: “De que serve um poema? Sinto na leveza dos versos um sombrio murmúrio que me detém. O seu peso é a carne do seu esqueleto; os seus músculos, a pele do seu âmago que me deixa perplexa e interrogada. O poema faz com que o tempo se perca no seu caminho, se distancie precisamente desse vínculo, se afaste do seu espaço cronológico e viaje. Há palavras com sede de Tântalo e dedos de lâmina, palavras urgentes como o próprio ar que se respira. Será a escrita um voo? Se sim, espero não pousar aqui ou ali. Espero submergir nessas asas negras que são as palavras.” (pág. 66)

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  • Equinócio, de Alexandre Valinho Gigas

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    Título   Equinócio
    Autor   Alexandre Valinho Gigas
    Colecção   Torre Gelada | 16
    Formato   13,5 x 21 cm
    Nº páginas   48
    Imagem da capa   Higangana, flor do equinócio.
    Acabamento   Capa mole
    Ano   2019

    Preço    10,00€

    [A edição da obra foi apoiada por Linha de Fuga – Associação Cultural]

    Do livro:

    “É o deserto que nos pede uma entrega sacrificial às miragens, ao rumo aleatório na aragem e no espaço.
    Uma paisagem ora quente, que expande os corpos; ora fria, que nos encolhe, pela escala do que nos rodeia, à ínfima partícula de matéria.
    A suprema solidão do espaço mais vasto – dentro de nós. Nenhuma imensidão que se nos ofereça preencherá os vazios criados pelos acidentes anteriores.
    É importante caminhar. Tornarmo-nos quase só alma, entre a matéria e a metafísica, a levitar sobre a geografia.
    À noite, erguermo-nos contra a escuridão, rumo às estrelas, procurando o rumo fixo que nos oferecerá a sobrevivência. As constelações, arcos de luz, portas para o futuro.
    A morte é certa e o que importa é o desenho do trilho.

    [Texto inicial do livro, com o título “Prefácio .0.” ]

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  • Onze Gavetas Forradas de Espelho, Cruzeiro Seixas

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    Título   Onze Gavetas Forradas de Espelho (Poemas Inéditos)
    Autor   Artur do  Cruzeiro Seixas
    Colecção   Ouro Potável  |  2
    Formato   15 x 23 cm
    Nº páginas   32 págs.
    Ano   2018

    Fixação do texto  António Cândido Franco e Luiz Pires dos Reys
    Prefácio e poema-pórtico   António Cândido Franco
    Projecto e arranjo gráfico   Luiz Pires dos Reys
    Preço   13,00€

    Extratextos:
    * Guache inédito de Cruzeiro Seixas (imagem da capa)
    * Reprodução fac-simile de seis dos poemas
    * Duas fotografias (retrato + detalhe das mãos de Cruzeiro Seixas)
    * Fac-simile de um aforismo de Cruzeiro Seixas assinado
    * Excerto de Mário Cesariny acerca do Desenho em Cruzeiro Seixas

     

    Artur Manuel do Cruzeiro Seixas é um alquimista das formas, um poeta das imagens, um arquitecto do espírito. Os seus desenhos, que melhor se designam por sismografias da psique, caligrafias psíquicas ou registos pulsionais, mesmo quando enquadrados por um traço que nos parece tão rigoroso quanto talentoso, são a linguagem da alma humana; movem-se na tela ou no papel onde o seu autor os lança em momento de possessão como os sonhos, os mais maravilhosos e os mais terríveis, se incrustam no céu imaterial do pensamento. Não há por isso limites para os sinais que se inscrevem nos desenhos de Cruzeiro Seixas.”

    [da nota prefacial de António Cândido Franco, ‘Artur do Cruzeiro Seixas: Poeta e Xamã’.]

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    Onze Gavetas Forradas de Espelho (ed. especial) Cruzeiro Seixas

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    25,00

    Título   Onze Gavetas Forradas de Espelho (Poemas Inéditos) – Série Especial
    Autor   Cruzeiro Seixas
    Colecção   Ouro Potável  |  2
    Formato   150 x 230 mm
    Nº páginas   32 págs.
    Fixação do texto  António Cândido Franco e Luiz Pires dos Reys
    Prefácio e poema-pórtico   António Cândido Franco
    Projecto gráfico   Luiz Pires dos Reys
    Descrição    Série especial de 25 cópias assinadas e numeradas pelo autor.
    Preço   25,00€

    EXTRATEXTOS:
    Guache inédito do Mestre (imagem da capa)
    Reprodução fac-simile de seis dos poemas.
    Duas fotografias (retrato + detalhe das mãos de Cruzeiro Seixas).
    Fac-simile de um aforismo de Cruzeiro Seixas assinado.
    Palavras de Cesariny sobre o desenho em Cruzeiro Seixas.

     

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