Sem o AUTOR, a OBRA não existe,

mas é a obra que lhe sobrevive, e permanece.

Na Edições Sem Nome, acreditamos que os livros são encontros: entre escritores e leitores, entre pensamento e imaginação, entre tradição e descoberta.

A Inutilidade das Coisas (2ª edição)

Crónicas 2018-2024, de Maria Afonso (2ªedição) Título: A inutilidade das coisas – Crónicas 2018-2024 Autor: Maria Afonso Prefácio: Jorge Velhote Colecção:   Tubo de ensaios Fotografia: Jorge Velhote (imagem da capa e folhas de guarda impressas a cores) Formato:  150 x 230 mm Páginas: 154 págs. Acabamento: Capa mole Ano: 2026 SOBRE O LIVRO Depois de Corpo Irrepetível (2021), obra de uma voz de maturidade que pulsa, cresce e se movimenta com a rara discrição dos autores que dispensam certas laudes e alaridos fátuos, eis que Maria Afonso nos surpreende com um livro de crónicas, fruto da colaboração regular num periódico da cidade da Guarda durante seis anos. Escreve Jorge Velhote, que assina o prefácio da obra: As crónicas de Maria Afonso são inesperadas. Fulminam os sentidos. Reenviam o desassossego inexplicável, com que encaramos inquietos o divino, para o âmago mais devastador da vocação da poesia. Transfiguram o insuportável. Suspendem as colunas do céu, e, sem lamento, derramam o ouro com que a terra se deve cobrir, e devolvem, como dedadas, o olhar ao seu destino mais secreto, como Hölderlin sempre com mestria versejou para os confins do tempo. […] Nestas crónicas há um convite à viagem, ao estremecimento contemplativo e à observação diligente, sem abandono. Ao renascimento pela melancolia, pela identificação de sinais e pela poeira milenar onde se recuperam odores, cheiros, o imprevisto de umas pegadas quase invisíveis, aos sabores desassombrados que autenticam o que incólume jaz para sempre nas lembranças. Lugares, família, o estribilho das canções, o rumorejar do rio da infância. O cinema, a literatura, a arte, os amigos, as viagens e a ferocidade iníqua do tempo a deixar tatuado o desejo do regresso. Maria Afonso vivifica, neste inadiável livro que reúne as suas crónicas, a metamorfose dos anjos inumeráveis da literatura. SOBRE A AUTORA MARIA AFONSO nasceu nos Fóios, Sabugal, em 1961. Publicou: Asa de Azul , 2012, O Fio da Memória, ed. Município da Guarda. todos os silêncios , 2014, Lua de Marfim Editora. (eu diria que nevava) , 2016, Canal Sonora Editora. Corpo Irrepetível , 2021, Edições Sem Nome. Tem publicado poesia, contos e textos em jornais, revistas, antologias, catálogos e exposições de fotografia e artes plásticas, e participado em encontros literários em Portugal e no estrangeiro. São da sua autoria os textos para as fotografias no livro solidário À Sombra do Olhar (In The Shadow of a Look) , da Editora Mosaico de Palavras. Poemas seus foram musicados pelos compositores Pedro Lima para o álbum Talkin(g) (A)bout My Generation, e, José Manuel Freire para o grupo Universus Ensemble. Manteve colaboração periódica, durante seis anos, no Jornal O Interior.

18,50 €

De Deus ao mal

Uma apresentação da Ontologia da Liberdade de Luigi Pareyson, de Pedro Sargento. Título:  De Deus ao mal – Uma apresentação da Ontologia da Liberdade de Luigi Pareyson Autor:   Pedro Sargento Colecção:   Tubo de ensaios Fotografia da capa:   Fotografia de Luigi Pareyson (gentilmente cedida pelo Centro Studi Filosofico-Religiosi Luigi Pareyson) Formato:   150 x 230 mm Páginas:   120 págs. Acabamento:   Capa mole Ano:   2026 ISBN:     978-989-35148-9-4 * À casa Giulio Einaudi Editore, os agradecimentos pela generosa permissão de reprodução da tradução do texto de Luigi Pareyson, inédito em língua portuguesa, que nesta obra é apresentado em anexo. SOBRE A OBRA Intérprete original da história da filosofia e professor em Turim, foi Luigi Pareyson (1918 -1991) um dos mais importantes pensadores italianos e europeus do século XX, com uma produção filosófica que abrange temas que vão da hermenêutica à arte, da literatura à filosofia da religião. O caminho por ele traçado desde as suas primeiras obras — onde se destacam os estudos sobre o idealismo alemão e o existencialismo ( Esistenza e persona , 1950; Verità e interpretazione , 1971) — passando pelos ensaios sobre temas da estética ( Estetica. Teoria della formatività , 1954) — culmina, na sua última fase, na fundação de uma ontologia da liberdade. A chocante gratuidade da presença do mal e do sofrimento no mundo é a interrogação que conduz Pareyson a pensar radicalmente a liberdade e a criação. A presença do mal pressupõe uma liberdade que concede não apenas escolhas às nossas acções, mas que se estende e atravessa a própria realidade, assumindo por isso tanto dimensão metafísica como dimensão ética. Irrompendo a liberdade de um abismo ontológico que excede os limites da racionalidade, melhor ela se compreende por via da narrativa religiosa. O mito e a sua interpretação viva — isto é, a sua leitura no interior de uma história e de um mundo onde já decorre a luta entre o bem e o mal —, desvelando o sentido profundo da liberdade, revela de igual modo a condição, que todos partilhamos, de habitarmos no domínio da ambiguidade. Este volume é uma reflectida apresentação, pela primeira vez em língua portuguesa, da ontologia da liberdade de Luigi Pareyson — um pensar temerário que junta criação e negação, nitidez e abismo, redenção e sofrimento. SOBRE O AUTOR Pedro Sargento (Lisboa, 1979) é licenciado (Universidade de Lisboa) e doutorado (Universidade de Roma "Tor Vergata") em Filosofia. Foi docente na Universidade Lusófona, tendo leccionado nas áreas da estética, dos estudos culturais e do pensamento contemporâneo. O seu percurso denota um interesse particular na história dos conceitos (liberdade, forma, arte, ideologia, entre outros) e nos estudos sobre a subjectividade. Autor de Forma, Matéria e Presença. Uma leitura conceptual da estética e da história da arte entre os séculos XIX e XX (Chiado Editora, Lisboa: 2015), bem como de vários ensaios publicados em revistas nacionais e internacionais, de entre os quais se pode destacar: "Regeneração e Degeneração. O contínuo Futurismo" (Revista de Estudos Italianos em Portugal, 2009); "Geofilosofia, Biocentrismo e Empatia" (Babilónia. Revista Lusófona de Línguas, Cultura e Tradição, 2010); "New Materialism and Neutralized Subjectivity. A cultural renewal?" (Cultura: International Journal of Philosophy of Culture and Axiology, 2013). www.pedrosargento.com

17,50 €

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